"Correios anunciam demissão de 10 mil funcionários em meio a prejuízo bilionário e crise financeira"
A crise financeira que abala os Correios em 2025 tem levado a estatal a tomar medidas drásticas para tentar recuperar sua saúde econômica. Com um prejuízo acumulado que já ultrapassa R$ 4,3 bilhões neste ano, a empresa anunciou um Plano de Demissão Voluntária (PDV) que prevê o desligamento de cerca de 10 mil empregados, o que representa aproximadamente 8,6% do total de 116 mil funcionários atuais.
Esse corte faz parte de um conjunto de medidas para reduzir a folha salarial em cerca de R$ 2 bilhões por ano e evitar o colapso financeiro da empresa, que enfrenta perdas mensais próximas a R$ 750 milhões. Além das demissões, a reestruturação prevê a venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos com fornecedores, reformulação do plano de saúde, flexibilização da jornada de trabalho e reestruturação de cargos e salários.
A gestão dos Correios informou que as demissões ocorrerão em duas etapas: a primeira baseada em critérios tradicionais como idade e tempo de serviço, e a segunda com metas por áreas e unidades definidas por estudos de produtividade. Embora o plano seja considerado essencial para a recuperação financeira, a empresa ainda busca levantar empréstimos da ordem de R$ 10 a R$ 20 bilhões para garantir
sua sobrevivência.Entretanto, sindicatos como a Findect têm criticado as medidas, alertando para os impactos sociais e econômicos sobre os trabalhadores, especialmente diante da falta de contratações desde o último concurso de 2011 e dos cortes salariais que já foram implementados.
A expectativa da estatal é que o equilíbrio financeiro seja alcançado somente a médio prazo, com possível retorno ao lucro a partir de 2027, dependendo da efetividade das ações de reestruturação e das condições do mercado.Essas medidas estão sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e envolverão acompanhamento rigoroso da participação do governo federal e dos bancos financiadores, dada a importância estratégica dos Correios para o país.

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